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Anderson Pinho domina Dragon Trail e incendeia a reta final do SUPER GT3

por Flavio Bode

A quarta etapa da Divisão A do SUPER GT3 2026 entregou uma daquelas corridas que reforçam por que a Super GT Brasil ocupa hoje um lugar único dentro do automobilismo virtual brasileiro.

Dragon Trail recebeu a elite do campeonato em um momento decisivo da temporada. Os carros chegaram carregando praticamente o limite do lastro de sucesso, os ponteiros já conviviam com pressão máxima, e a sensação no ar era clara: qualquer erro agora custaria caro demais.

Foi nesse cenário que Anderson Ferreira Pinho construiu uma atuação dominante, daquelas que mudam o clima do campeonato e colocam um piloto no centro absoluto das atenções.

Pole, volta mais rápida e vitória: Anderson entrega tudo

Anderson não venceu apenas a corrida.

Ele dominou a etapa.

Desde a classificação, já mostrou que estava em sintonia total com a pista. Cravou a pole position, largou na frente e, quando a prova começou, transformou ritmo em autoridade. Enquanto os adversários diretos tentavam equilibrar desgaste, peso e estratégia, Anderson foi abrindo vantagem com segurança e precisão.

Ao longo da corrida, seu Aston Martin Vantage apareceu como uma escolha extremamente eficiente nas mãos de quem sabia exatamente o que estava fazendo. Não foi uma vitória arrancada no improviso. Foi uma vitória construída com preparação, leitura de regulamento e execução de alto nível.

E como se isso não bastasse, Anderson ainda levou a volta mais rápida da etapa.

Em uma corrida tão pesada, tão técnica e tão cercada de pressão, sair com pole, volta mais rápida e vitória é o tipo de performance que não deixa espaço para dúvida.

Elton confirma força e transforma constância em resultado

Na segunda colocação, Elton Junior Schinaider fez o tipo de corrida que todo campeonato grande exige de seus protagonistas.

Talvez não tenha sido a atuação mais chamativa da noite, mas foi uma atuação madura, sólida e extremamente eficiente. Em vez de se perder tentando uma corrida heroica, Elton apostou em constância, leitura correta das zebras agressivas de Dragon Trail e uma condução segura num contexto em que muitos carros já estavam no limite do comportamento.

Esse tipo de resultado pesa muito.

Porque em campeonatos grandes, especialmente quando o lastro aperta, não é só o piloto mais agressivo que cresce. Cresce também quem entende a hora de construir uma corrida inteligente.

Elton fez exatamente isso.

Thiago Tito transforma recuperação em pódio e assina um dos grandes momentos da etapa

Se a vitória de Anderson foi incontestável e o P2 de Elton foi sólido, o pódio de Thiago Gonçalves, o Tito, foi uma das histórias mais marcantes da noite.

Depois de uma etapa anterior abaixo do que queria, Tito respondeu da melhor forma possível: com resiliência, estratégia e inteligência. Sua corrida foi desenhada de forma paciente, econômica e precisa. Ele mesmo reconheceu que não esperava o pódio, mas apostou numa abordagem menos emocional e mais estratégica.

E deu certo.

Esse terceiro lugar não foi apenas um bom resultado. Foi uma resposta esportiva forte. Foi a prova de que a Divisão A exige cabeça fria, capacidade de recuperação e maturidade competitiva.

Tito não apenas subiu ao pódio. Ele reentrou no debate da temporada com autoridade.

Sérgio Rodriguez reage e limita danos em uma corrida complicada

Sergio Alexandre Rodriguez voltou a mostrar por que é um dos nomes mais fortes de todo o grid.

A corrida dele não foi limpa do início ao fim. Houve momento de perda, momento de pressão e necessidade de reconstrução. Mas o que define pilotos de elite nem sempre é a ausência de problema. Muitas vezes é a forma como eles reagem quando o problema aparece.

E Sérgio reagiu.

Recuperou posições, voltou ao bloco principal da disputa e terminou em quarto, resultado importante em uma etapa em que o peso dos carros já estava em patamar severo. Pode não ter sido a noite ideal para ele, mas foi uma noite de sobrevivência competitiva de alto nível.

Em campeonatos equilibrados, limitar prejuízo também é virtude de protagonista.

Pedro Moura segura presença no pelotão principal

Pedro Moura Amâncio terminou a etapa em quinto e novamente apareceu como um piloto presente na zona de pontuação relevante da Divisão A.

Talvez sem o brilho central dos três primeiros nesta corrida, mas ainda assim com um papel importante na dinâmica da prova. Pedro segue sendo um nome que ronda os blocos fortes do grid e sustenta presença em uma divisão onde qualquer queda de rendimento é punida imediatamente.

Sua campanha continua viva e relevante.

Vitor Machado segue mostrando que pertence à elite

Victor Andre Machado terminou em sexto e mais uma vez deixou sinais de que sua presença na Divisão A não é mero acaso de composição.

Mesmo tendo chegado ao grid principal por recomposição, Vitor continua mostrando competitividade, leitura de prova e personalidade para enfrentar um ambiente que é, sem exagero, o mais pesado e exigente da Super GT Brasil.

Sua corrida teve estratégia própria, comportamento diferente do padrão de parte do grid e, de novo, a sensação de que ele entende como sobreviver e competir em meio aos leões.

Isso tem muito valor.

Daniel Muller sofre com dano e peso, mas segue vivo na luta

Se alguém saiu de Dragon Trail com gosto de batalha física contra o carro, esse alguém foi Daniel Muller.

O líder do campeonato entrou na etapa com o carro mais pesado do grid e, além disso, ainda sofreu dano durante a corrida. A partir daí, o que já era difícil virou um exercício brutal de contenção de prejuízo.

Mesmo assim, Daniel ainda terminou em sétimo.

Esse resultado, isoladamente, pode parecer abaixo do padrão que ele mesmo construiu. Mas olhando o contexto da etapa, há um elemento importante: ele não desmoronou. Com carro danificado e lastro pesado, ainda conseguiu somar pontos e manter-se dentro da conversa principal do campeonato.

Em uma temporada longa, esse tipo de resistência também conta.

Laranjeira, Guizeira, Regiano e Bodão completam uma etapa de alta exigência

Felipe Laranjeira da Silva terminou em oitavo depois de abrir volta extra e lutar até os instantes finais. Guilherme Monteiro Rodrigues foi nono, Regiano Soares da Silva fechou em décimo e Danilo Martins Costa, o Bodão, completou a etapa em décimo primeiro.

Cada um deles enfrentou uma corrida moldada por peso elevado, escolhas de composto, gerenciamento de carro e uma pista que pune excessos o tempo inteiro. Numa fase tão apertada do campeonato, completar, pontuar e resistir também faz parte do jogo.

E Dragon Trail cobrou caro de todos.

Uma etapa que muda o tom da reta final

A quarta etapa não foi só mais uma corrida.

Ela teve cara de divisor emocional da temporada.

Anderson saiu enorme. Elton consolidou força. Tito ganhou um dos pódios mais significativos do campeonato. Sérgio limitou danos como veterano de elite. Daniel resistiu em uma noite dura. E o grid inteiro sentiu o peso literal e simbólico de chegar tão perto da reta final.

Foi uma etapa de pressão, estratégia e autoridade.

Foi uma etapa de pilotos grandes.

E foi mais uma prova de que o SUPER GT3 não oferece corridas comuns. Oferece um ambiente onde a elite realmente precisa pilotar como elite.

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