
Legenda: Sérgio Rodriguez vence a abertura da Divisão A na Temporada 2 do Super GT3 2026, em uma prova marcada por estratégia, adaptação e forte disputa em Tokyo Expressway.
A Temporada 2 do Super GT3 2026 começou oficialmente para a Divisão A com uma corrida intensa, técnica e cheia de elementos estratégicos. A primeira etapa colocou os pilotos da elite da Super GT Brasil em um dos cenários mais exigentes do Gran Turismo 7: Tokyo Expressway – Sul no sentido horário, uma pista urbana, estreita, com muros próximos e praticamente sem margem para erro.
A vitória ficou com Sérgio Rodriguez, que começou a etapa entre os ponteiros, administrou bem o ritmo de corrida e aproveitou os momentos decisivos para assumir a liderança. O piloto da UDI venceu a abertura da temporada e iniciou sua campanha na Temporada 2 com um resultado forte, mantendo seu nome entre as principais referências do Super GT3.
O pódio foi completado por Anderson Ferreira Pinho, atual campeão da Temporada 1 de 2026, e Eder Moreira da Silva Filho, que fez uma estreia marcante na Divisão A ao terminar em terceiro lugar. A corrida também teve grande atuação de Davi Souza, autor da pole position e líder durante boa parte da prova, mas que acabou perdendo rendimento após danos no carro.
Tokyo Expressway colocou a Divisão A contra os muros
A primeira etapa começou antes mesmo da largada com um elemento importante da nova fase do Super GT3: o sorteio da pista na abertura do lobby. A Super GT Brasil passou a trabalhar com um sistema que reduz a previsibilidade das etapas, exigindo mais repertório dos pilotos e menos dependência de treinos específicos durante a semana.
A pista sorteada foi Tokyo Expressway – Sul no sentido horário. Inicialmente, o sistema indicou condição de garoa leve, mas a versão sorteada da pista não possui chuva acumulada. Mesmo assim, o traçado manteve seu grau de dificuldade elevado, principalmente pela falta de área de escape, pelos túneis, pela neblina visual em alguns trechos e pela proximidade constante dos guard-rails.
Esse cenário deixou a etapa com cara de prova de resistência mental. Qualquer raspada no muro poderia gerar dano, penalidade ou perda de ritmo. Para os pilotos da Divisão A, o desafio foi encontrar rapidamente o limite da pista, ajustar o carro em pouco tempo e transformar a qualificação curta em base real para a corrida.
Davi Souza faz a pole position e mostra força logo na chegada à Divisão A

A classificação já mostrou que a abertura da Temporada 2 teria um ritmo forte. Davi Souza cravou a pole position e confirmou o bom momento depois de chegar à Divisão A. O piloto abriu a etapa mostrando velocidade, confiança e adaptação rápida ao novo ambiente competitivo.
Logo atrás, Gustavo Viaro apareceu em segundo lugar, surpreendendo pela velocidade e pela consistência em um traçado que castiga qualquer excesso. Sérgio Rodriguez largou em terceiro, seguido por Anderson Pinho, Eder Silva, Daniel Muller, Felipe Laranjeira, Elton Schinaider, Tito Gonçalves, Antonio Luna de Sá, Márcio Barazzetti e Douglas Batista.
A pole de Davi foi um dos grandes sinais da etapa. Ele não apenas largou na frente, mas também conseguiu abrir vantagem no início da corrida, mostrando que sua chegada à elite do Super GT3 não seria apenas uma participação de adaptação. Desde os primeiros minutos, Davi colocou seu nome na disputa direta pela vitória.
Largada limpa e briga forte entre Gustavo Viaro, Sérgio Rodriguez e Anderson

Com o limitador funcionando corretamente, a largada foi validada e a corrida começou em ritmo forte. Davi Souza conseguiu se manter na frente e abriu vantagem nas primeiras voltas, enquanto atrás dele a disputa entre Gustavo Viaro, Sérgio Rodriguez e Anderson Pinho tomou conta da transmissão.
Gustavo segurou bem a pressão inicial, principalmente em um circuito onde defender posição exige precisão. Sérgio tentou a ultrapassagem por fora, chegou a completar a manobra, mas acabou espalhando na sequência e perdeu novamente a posição para Gustavo. Foi um dos momentos mais bonitos da primeira parte da prova, com dois pilotos lado a lado em uma pista onde o erro geralmente custa caro.
Anderson acompanhava de perto, pronto para aproveitar qualquer disputa entre os dois. A briga entre Gustavo e Sérgio mostrou o nível da Divisão A: agressividade controlada, respeito no espaço de pista e muita precisão em um circuito urbano de baixa tolerância.
Estratégia, danos e combustível mudaram o rumo da prova
Com o passar da corrida, a etapa começou a mudar de desenho. Davi Souza seguia muito forte na liderança, mas acabou sofrendo danos na parte dianteira e na suspensão direita frontal do carro. A partir desse momento, seu ritmo caiu e a disputa pela vitória passou a ganhar nova direção.
Sérgio Rodriguez conseguiu transformar consistência em oportunidade. Com boa leitura de corrida, estratégia eficiente e controle de ritmo, o piloto assumiu a liderança e passou a administrar a vantagem. A escolha do carro e a gestão de pneus e combustível também foram pontos importantes para sua vitória.
Davi ainda tentou permanecer na disputa pelo pódio, mas no fim precisou lidar com perda de rendimento e possível economia de combustível. Anderson aproveitou o cenário para garantir a segunda posição, enquanto Eder Silva se manteve firme para conquistar um terceiro lugar muito importante em sua estreia na Divisão A.
Sérgio Rodriguez vence e abre a temporada no topo
A bandeira quadriculada confirmou a vitória de Sérgio Rodriguez na primeira etapa da Divisão A da Temporada 2 do Super GT3 2026. O piloto venceu em Tokyo Expressway e começou a temporada com resultado de peso, reforçando sua condição de nome forte dentro da Super GT Brasil.
Anderson Pinho terminou em segundo lugar e manteve sua regularidade competitiva. Depois de conquistar a Temporada 1 de 2026, o piloto voltou ao pódio logo na abertura da nova temporada, mostrando que seguirá como candidato direto nas disputas principais do campeonato.
O terceiro lugar ficou com Eder Silva, que teve uma estreia de alto impacto na Divisão A. Recém-chegado ao topo do Super GT3, Eder mostrou adaptação, controle emocional e capacidade de aproveitar uma corrida difícil para sair com pódio logo na primeira etapa.
Resultado final da Etapa 1 – Divisão A
| Posição | Piloto | Nome civil |
|---|---|---|
| 1º | UDI_Rodriguez | Sergio Alexandre Rodriguez |
| 2º | UDI-ANDERSON | Anderson Ferreira Pinho |
| 3º | UDI_EderSilva | Eder Moreira da Silva Filho |
| 4º | UDI_DaviSouza | Davi Da Silva Souza |
| 5º | CCGTBR_Gustavo | Gustavo Viaro |
| 6º | UDI_EltonJS1992 | Elton Junior Schinaider |
| 7º | UDI_TitoGonçalvs | Thiago da Silva Gonçalves |
| 8º | UDI_Tonhæo | Antonio Luna de Sá |
| 9º | Daniel Muller | Daniel Diego Muller |
| 10º | Marcio Barazzetti | Márcio Antônio Barazzetti |
| 11º | UDi_Laranjeira | Felipe Laranjeira da Silva |
| 12º | Douglas Batista | Douglas da Silva Batista |
Eder Silva estreia na Divisão A com pódio
Um dos pontos mais fortes da etapa foi o resultado de Eder Silva. O piloto chegou à Divisão A e já conquistou o terceiro lugar na abertura da temporada, em uma pista difícil e em um formato novo, no qual os pilotos só descobrem a pista no momento da corrida.
Na entrevista pós-prova, Eder destacou a adaptação ao novo formato e a importância da recepção dentro da UDI. Ele reconheceu que o sistema de pista sorteada muda bastante a preparação dos pilotos, mas também valorizou o resultado conquistado logo em sua primeira corrida na Divisão A.
Esse pódio coloca Eder em posição de atenção para a sequência da temporada. Em um campeonato onde regularidade, adaptação e leitura de corrida fazem diferença, começar com terceiro lugar é um sinal importante para qualquer piloto que busca se firmar no topo.
Anderson Pinho mantém regularidade e segue forte no ranking
Mesmo sem vencer, Anderson Pinho saiu da primeira etapa com um resultado muito importante. O segundo lugar mantém o atual campeão da Temporada 1 de 2026 em posição forte logo no início da nova disputa.
Na entrevista, Anderson comentou a tensão causada pelo novo formato, especialmente pela incerteza sobre qual pista seria sorteada. O piloto também destacou que a escolha do carro passa a ter peso maior, já que uma pista de alta velocidade ou de curvas mais travadas pode favorecer ou prejudicar determinados modelos.
Ainda assim, Anderson mostrou novamente sua principal característica dentro do Super GT3: regularidade. Em uma corrida difícil, com variações de ritmo, estratégias diferentes e pressão no fim, ele conseguiu sair com pódio e pontos importantes para a sequência da temporada.
Davi Souza sai sem pódio, mas deixa grande impressão
Apesar de terminar em quarto lugar, Davi Souza foi um dos grandes nomes da etapa. O piloto fez a pole position, liderou a prova e mostrou ritmo para brigar diretamente pela vitória. O resultado final não contou toda a história da sua corrida.
Davi sofreu danos no carro e perdeu rendimento em um momento decisivo. Mesmo assim, permaneceu competitivo e ainda pressionou Anderson na disputa pela segunda posição nas voltas finais. O quarto lugar, nesse contexto, não apaga a força da atuação.
Pelo contrário, a etapa mostrou que Davi chega à Divisão A com capacidade real de incomodar os principais nomes do campeonato. Se mantiver esse ritmo e conseguir evitar contratempos, pode se tornar um dos protagonistas da Temporada 2.
Gustavo Viaro também aparece como nome de destaque
Outro piloto que merece destaque é Gustavo Viaro. Largando em segundo, Gustavo teve boas disputas no início da prova, especialmente contra Sérgio Rodriguez. Ele segurou pressão, disputou posição em trecho de alto risco e mostrou velocidade com a McLaren.
Mesmo terminando em quinto, Gustavo saiu da etapa com uma atuação positiva. Em um grid tão forte, aparecer entre os ponteiros na classificação e sustentar disputa direta com pilotos experientes é um sinal relevante para a sequência do campeonato.
A Temporada 2 ainda está apenas começando, mas Gustavo já mostrou que pode ser um nome incômodo para quem busca pódio na Divisão A.
Novo formato aumenta o peso da adaptação
A abertura da Temporada 2 também serviu para mostrar o impacto real do novo formato de pistas sorteadas. Sem saber previamente qual circuito seria usado, os pilotos precisam ampliar a preparação, conhecer mais traçados e desenvolver setups mais versáteis.
Esse modelo muda o tipo de habilidade exigida. O piloto não depende apenas de treinar uma pista durante vários dias. Ele precisa conhecer seus pontos fracos, entender o comportamento do carro, preparar soluções rápidas e se adaptar dentro da própria classificação.
Em uma categoria de elite como a Divisão A, essa mudança pode aumentar o equilíbrio e revelar pilotos com grande capacidade de leitura. A primeira etapa em Tokyo Expressway mostrou exatamente isso: quem conseguiu interpretar melhor o cenário, controlar danos e administrar estratégia saiu na frente.
Super GT3 começa a Temporada 2 com narrativa forte
A primeira etapa da Divisão A entregou tudo que uma abertura de temporada precisa ter: pole de um piloto em ascensão, vitória de um nome consagrado, pódio de estreante, disputa direta entre líderes, dano mecânico, gestão de combustível e adaptação a um novo formato.
Sérgio Rodriguez sai na frente no campeonato, Anderson Pinho mantém sua força, Eder Silva começa com pódio, Davi Souza mostra potencial de vitória e Gustavo Viaro aparece como nome competitivo. A temporada mal começou, mas a Divisão A já deixou claro que a disputa será intensa.
Para os GTzeiros, a mensagem da primeira etapa é simples: a Temporada 2 do Super GT3 2026 promete ser uma das mais interessantes da Super GT Brasil. A elite já está na pista, os favoritos já foram pressionados e novos nomes já começaram a escrever sua história.




