
A Divisão B do Super GT3 2026 começou sua Temporada 2 com uma corrida digna de abertura: imprevisível, intensa e cheia de situações que colocaram os pilotos à prova desde a classificação. Em uma noite marcada por pista molhada, escolhas difíceis de pneus, disputas fortes e muitos momentos de tensão, Levi Duarte venceu a primeira etapa em Circuit de la Sarthe, em Le Mans, e abriu sua campanha no topo da tabela.
O piloto da UDI fez a pole position, enfrentou dificuldades no início da prova, perdeu posições, se reorganizou durante a corrida e conseguiu recuperar a liderança para vencer. Em uma etapa onde muita coisa aconteceu ao mesmo tempo, Duarte mostrou concentração, capacidade de reação e frieza para transformar uma corrida complicada em vitória.
O pódio foi completado por Henrique Suzin, em segundo lugar, e Danilo Martins Costa, o Bodão, em terceiro. A disputa pela última vaga do pódio foi um dos grandes momentos finais da etapa, com Bodão sendo pressionado por Fabio Alexandre, o Spartan_F_virus, até os últimos metros.
Le Mans sorteada com chuva leve muda completamente o cenário da Divisão B

A primeira surpresa da noite veio antes da largada. O sistema de sorteio da Super GT Brasil definiu Le Mans como pista da etapa, com o primeiro card de clima em chuva leve. A escolha colocou a Divisão B em uma situação extremamente técnica logo na abertura da temporada.
Le Mans já é uma pista naturalmente exigente por causa de suas longas retas, zonas fortes de frenagem, chicanes, trechos de alta velocidade e curvas que cobram precisão. Com pista molhada no início, o desafio ficou ainda maior. Os pilotos precisaram decidir rapidamente se valeria a pena usar pneus intermediários ou apostar em compostos slicks, esperando a pista secar ao longo da corrida.
Essa decisão influenciou diretamente a classificação e os primeiros minutos de prova. Alguns pilotos buscaram os intermediários, outros arriscaram pneus macios ou médios, e a pista foi mudando de comportamento conforme o traçado começava a secar. Foi uma etapa onde a leitura de clima e de pista teve peso quase tão grande quanto a velocidade pura.
Duarte faz a pole position e largada já muda a ordem da corrida

Na classificação, Levi Duarte mostrou velocidade e garantiu a pole position com um tempo forte para as condições da pista. A marca colocou o piloto na posição ideal para começar a corrida, mas Le Mans logo mostrou que largar na frente não seria sinônimo de prova tranquila.
Na largada, Duarte chegou a abrir na frente, mas perdeu o traçado ideal na primeira sequência de disputa com Bodão, que assumiu a liderança logo no começo. A pista ainda estava úmida, os pneus não estavam em temperatura ideal e os pilotos precisavam equilibrar agressividade com controle.
A partir daí, a corrida ganhou ritmo de caos controlado. Houve disputa entre os primeiros colocados, emboleira no pelotão intermediário, toques, saídas de pista e danos em alguns carros. Em poucos minutos, a liderança mudou de mãos, pilotos subiram várias posições e outros precisaram correr atrás do prejuízo.
Henrique Suzin assume protagonismo no início da corrida
Um dos nomes fortes da primeira parte da prova foi Henrique Suzin. O piloto conseguiu avançar nas primeiras voltas e chegou a assumir a liderança, mostrando boa leitura nas condições difíceis de pista.
Enquanto alguns pilotos ainda tentavam encontrar o limite do carro em Le Mans, Henrique se colocou na frente e passou a ser perseguido por nomes como Felipe Labs, Duarte, Bodão e Fabio Alexandre. A corrida ficou bastante aberta, com vários pilotos próximos e diferenças pequenas entre os primeiros colocados.
Henrique também protagonizou um dos momentos mais importantes da etapa ao se envolver em uma disputa com Felipe Labs. Depois da ultrapassagem de Felipe, houve um toque na traseira, situação que acabou alterando o ritmo dos dois pilotos e mudou o desenho da corrida.
Felipe Labs aparece forte, mas perde terreno após toque
Felipe Labs foi um dos personagens importantes da etapa. O piloto começou a corrida em ritmo forte, apareceu entre os primeiros colocados e chegou a disputar diretamente a liderança com Henrique Suzin.
A estratégia de pneus macios ajudou Felipe a ganhar desempenho enquanto a pista secava. Ele conseguiu se aproximar, fez a ultrapassagem e parecia em boa condição para disputar a vitória ou ao menos o pódio. Porém, o toque recebido durante a briga com Henrique alterou sua corrida.
Depois do incidente, Felipe perdeu posições e precisou se reorganizar. Ainda assim, sua atuação mostrou potencial competitivo dentro da Divisão B. Mesmo fora do pódio, foi um piloto que marcou presença na etapa e apareceu como nome a ser observado nas próximas corridas.
Bodão resiste, briga muito e segura o terceiro lugar

A corrida de Danilo Martins Costa, o Bodão, teve de tudo: liderança no início, toque na primeira volta, perda de posições, recuperação e uma defesa intensa pelo pódio no fim. O piloto conseguiu sobreviver a uma etapa complicada e saiu de Le Mans com o terceiro lugar.
Durante a entrevista, Bodão destacou que gostou bastante do novo formato de pista sorteada na hora. Para ele, o sistema ajuda a nivelar a competição, porque reduz a vantagem de quem pode treinar durante a semana inteira e valoriza mais o piloto, a adaptação e o conhecimento do próprio carro.
Na pista, Bodão precisou usar toda essa adaptação. Depois de cair para quinto em determinado momento, conseguiu recuperar posições e se colocar novamente na briga pelo pódio. Nos minutos finais, foi pressionado por Fabio Alexandre e teve que defender cada metro de pista para cruzar em terceiro.
Fabio Alexandre pressiona até o fim e quase tira o pódio de Bodão

A disputa entre Bodão e Fabio Alexandre foi o grande enredo final da corrida. Fabio cresceu na parte decisiva da prova, chegou muito rápido no piloto da Ferrari e tentou a ultrapassagem nas últimas voltas.
Os dois correram lado a lado, com pressão constante e pouca margem para erro. Fabio chegou a completar movimentos fortes, mas Bodão conseguiu resistir o suficiente para manter o terceiro lugar até a bandeira quadriculada.
Mesmo terminando em quarto, Fabio saiu da etapa como um dos destaques da corrida. Sua pressão no fim mostrou ritmo, coragem e leitura de oportunidade. Em uma divisão que promete ser muito disputada, essa atuação já coloca o piloto como nome competitivo para as próximas etapas.
Thiago Medeiros faz grande recuperação e leva a Gosim Parts ao sexto lugar

Outro destaque importante foi Thiago Medeiros. O piloto teve problemas ainda na qualificação e chegou a aparecer com dano no carro, mas conseguiu se recuperar ao longo da corrida e terminou em sexto lugar.
Thiago largou de trás após incidente envolvendo outro piloto e precisou construir sua prova com paciência. Conforme a corrida avançou, ele foi ganhando posições, aproveitando erros, acompanhando disputas e colocando pressão sobre o pelotão intermediário. Em alguns momentos, chegou a se aproximar de Patrick Bartolomeu e Felipe Labs, entrando diretamente na briga por posições importantes.
O sexto lugar ganha peso porque veio após uma corrida de recuperação. Em uma etapa tão instável, terminar no top 6 depois de contratempos mostra capacidade de reação e reforça o potencial de Thiago dentro da Divisão B.
Patrick Bartolomeu fecha o top 5 em estreia movimentada
Patrick Bartolomeu terminou a etapa em quinto lugar e também teve uma corrida movimentada. O piloto apareceu em disputas diretas, pressionou Felipe Labs em vários momentos e se manteve dentro do grupo que brigava por posições de destaque.
A atuação de Patrick mostrou velocidade e presença de pista, mas também deixou pontos de atenção para as próximas etapas. Durante a transmissão, a Direção comentou sobre mudanças de linha, defesa de posição e cuidados com zigue-zague na reta, reforçando a importância de manter uma condução firme, mas dentro da etiqueta esportiva.
Ainda assim, o resultado final foi positivo. Em uma corrida de abertura difícil, com chuva, pista longa e muitos incidentes, Patrick terminou em quinto e saiu com boa pontuação para começar a temporada.
Resultado final da Etapa 1 – Divisão B
| Posição | Piloto | Nome civil |
|---|---|---|
| 1º | UDI_DUARTE | Levi Duarte |
| 2º | Henrique Suzin | Henrique Zilli Suzin |
| 3º | Bod@o | Danilo Martins Costa |
| 4º | Spartan_F_virus | Fabio Alexandre dos Santos |
| 5º | P. Bartolomeu | Patrick Bartolomeu Manprin |
| 6º | Thiago medeiros | Thiago dos Santos Medeiros |
| 7º | Labs83 | Felipe Moreto Labs |
| 8º | Mateus Bertoni | Mateus Henrique da Cruz Bertoni |
| 9º | RS. Cechet | Roberto Cechet |
| 10º | José | José Henrique Ticiani Pereira Paschoal |
| 11º | Edpo | Édpo Engels Alexandre |
| 12º | Leandro Souza94 | Leandro Henrique de Oliveira Souza |
Leandro Souza e José enfrentam corrida difícil
Nem todos conseguiram transformar a etapa em bom resultado. Leandro Souza sofreu danos no carro e precisou lidar com uma corrida bastante comprometida. O piloto da Bolha Point apareceu com problemas na parte dianteira e na suspensão, o que dificultou qualquer tentativa de recuperação.
José Henrique também enfrentou uma prova complicada, marcada por penalizações e dificuldade para se manter dentro do ritmo ideal. Em Le Mans, os limites de pista foram um fator decisivo, e muitos pilotos acabaram sendo punidos por escapadas ou uso excessivo das áreas externas.
Esses pontos mostram como a Divisão B ainda tem espaço de evolução. A velocidade existe, mas o campeonato também exige controle, leitura de corrida, respeito aos limites de pista e capacidade de se manter competitivo sem acumular penalidades.
Novo formato aumenta o peso da adaptação
A primeira etapa da Divisão B reforçou o impacto do novo formato do Super GT3. Com pista e clima sorteados na abertura do lobby, os pilotos não têm mais a semana inteira para lapidar um setup específico para uma única pista.
Esse sistema muda a lógica da preparação. O piloto precisa conhecer melhor o carro, entender diferentes tipos de pista, preparar uma base de acerto mais versátil e se adaptar rapidamente durante a classificação. Em Le Mans, essa exigência ficou ainda mais clara por causa da chuva no início da corrida.
Na entrevista, Bodão e Henrique Suzin elogiaram o formato. Ambos destacaram que a mudança valoriza mais o piloto e reduz a vantagem de quem tem mais tempo ou estrutura para treinar intensamente durante a semana.
Corrida também acende alerta sobre etiqueta e disputa em pista
A etapa foi emocionante, mas também deixou alertas importantes. Durante a transmissão, a Direção comentou algumas vezes sobre limites de pista, uso do acostamento, defesa de posição e mudanças de linha em reta.
Le Mans tem longas retas e zonas de vácuo muito fortes. Isso incentiva ataques, defesas e disputas lado a lado. Porém, também exige cuidado. O piloto pode defender sua posição, mas não pode bloquear de forma excessiva, ziguezaguear ou empurrar o adversário para fora dos limites da pista.
Esse é um ponto importante para a evolução da Divisão B. A categoria mostrou velocidade, coragem e competitividade, mas a sequência da temporada também vai exigir amadurecimento nas disputas diretas.
Duarte vence com pole e bônus na abertura da temporada

A bandeira quadriculada confirmou a vitória de Levi Duarte. O piloto venceu, fez a pole position e saiu da abertura com pontuação reforçada pelo bônus de classificação.
Na entrevista pós-prova, Duarte descreveu a corrida como difícil e imprevisível. Ele admitiu que começou nervoso, perdeu posições no início, mas conseguiu se concentrar e crescer durante a prova. Essa recuperação foi o ponto central de sua vitória.
O resultado coloca Duarte como primeiro nome forte da Divisão B na Temporada 2. Vencer uma etapa em Le Mans, com chuva no início e tanta variação de cenário, é uma forma poderosa de começar o campeonato.
Divisão B começa com caos, talento e muito potencial
A primeira etapa da Divisão B entregou uma corrida caótica, mas muito rica em histórias. Teve pole e vitória de Duarte, liderança de Bodão, protagonismo de Henrique Suzin, pressão final de Fabio Alexandre, recuperação de Thiago Medeiros, disputa intensa de Patrick Bartolomeu e bons momentos de Felipe Labs.
Foi uma prova que mostrou o potencial da divisão, mas também indicou os pontos que precisam ser ajustados. A velocidade está presente. A competitividade também. Agora, a sequência da temporada vai mostrar quem consegue transformar intensidade em regularidade.
Para os GTzeiros, a abertura deixou uma mensagem clara: a Divisão B do Super GT3 2026 tem tudo para ser uma das mais imprevisíveis da temporada. Se Le Mans foi apenas o começo, o campeonato promete muitas histórias até a última etapa.




