
A abertura da Super Porsche Cup colocou a Divisão C em movimento no Autódromo de Interlagos e entregou exatamente o tipo de corrida que dá o tom de um campeonato. Ritmo forte, disputas honestas e pilotos mostrando personalidade logo na primeira etapa. Para a Super GT Brasil, foi uma largada que reforça o valor do projeto e da comunidade.
Interlagos como filtro natural da estreia
Interlagos não costuma perdoar improviso, e isso ficou claro desde a classificação. A pista exigiu leitura fina, constância e respeito aos limites, separando quem chegou preparado de quem ainda buscava ritmo. Logo cedo, o grid mostrou equilíbrio e diferentes propostas de corrida, sinal de uma divisão viva e competitiva.
Bruce assume o controle e transforma ritmo em vitória
Desde a largada, Bruce Miekusz, da Hammer Time League, deixou claro que tinha um plano bem definido. Com voltas consistentes e sem se expor a riscos desnecessários, construiu vantagem de forma natural e passou a administrar a corrida com maturidade. A vitória veio como consequência direta de leitura de prova, controle emocional e execução limpa.
“Foi uma corrida até o limite. Administrei o ritmo e cuidei do carro até o fim.”
— Bruce Miekusz, Hammer Time League
Fanin cresce no momento certo e vira destaque da etapa

Se a liderança foi sólida, o grande momento da corrida veio com João Lucas Fanin. O piloto da BR.OT E-Sports transformou uma prova de recuperação em um segundo lugar de muito valor. Cresceu quando a corrida pediu, aproveitou bem as janelas estratégicas e mostrou frieza para atacar sem exagero. Um resultado que chama atenção não apenas pelo pódio, mas pela forma como foi construído.
Firewolf mostra força como equipe

A Firewolf saiu de Interlagos fortalecida. Eduardo “Cosmic” Souza garantiu um terceiro lugar expressivo, coroando sua estreia com um pódio logo na primeira etapa. Tony Filho manteve constância ao longo da corrida e completou a prova no pelotão da frente. Mais do que posições, a equipe mostrou organização, presença e postura esportiva.
“O pódio veio como consequência do trabalho da equipe durante a semana.”
— Eduardo “Cosmic” Souza, Firewolf

Disputas que valorizam o pelotão

A Etapa 1 também foi marcada por boas histórias fora do pódio. Rodrigo “Digo” Ferreira levou a FV46 ao quarto lugar após uma disputa intensa e limpa. Harlon Prezilius, largando do fim do grid, fez uma corrida de recuperação inteligente e cruzou em sexto, um resultado que diz muito sobre evolução e leitura de prova. Em uma divisão equilibrada, cada posição teve peso.

Resultado final — Etapa 1 | Divisão C
- 1º Bruce Miekusz — Hammer Time League
- 2º João Lucas Fanin — BR.OT E-Sports
- 3º Eduardo “Cosmic” Souza — Firewolf
- 4º Rodrigo “Digo” Ferreira — FV46
- 5º Tony Filho — Firewolf
- 6º Harlon Prezilius — Independente
- 7º João Vitor Fernandes (Okamis) — JGP
- 8º Carlos Sena — Firewolf
- 9º Jhonathan Delmutti — JGP
- 10º Antonio Carlos Palopoli Neto — Firewolf
O que fica após a bandeirada
A primeira etapa da Divisão C deixou claro que a Super Porsche Cup começa aberta e cheia de possibilidades. Há quem largue forte, quem cresça ao longo da corrida e quem construa resultados no detalhe. Em Interlagos, mais do que um vencedor, surgiram narrativas que prometem ganhar corpo ao longo da temporada.
Correr na Super GT Brasil também é um feito esportivo, uma conquista para os pilotos.
Mais do que disputar uma etapa, alguns nomes da Divisão C deram um passo que vai além do resultado em pista. Bruce Miekusz, João Lucas Fanin, Eduardo “Cosmic” Souza e Tony Filho, junto de equipes como Hammer Time League, BR.OT E-Sports, Firewolf e FV46, carregam agora no currículo o fato de competir na Super GT Brasil, hoje reconhecida como a liga de referência mais influente do automobilismo virtual no país.
A Super GT Brasil ocupa um espaço comparável, em impacto e visibilidade esportiva, a categorias consagradas do automobilismo nacional como a Stock Car Brasil, a Porsche Cup Brasil e a GT Series Cup. A diferença está no acesso: aqui, a moeda é habilidade, constância e compromisso com o esporte.
O destaque não vem apenas da exposição. A Super GT Brasil é a única liga do cenário nacional onde pilotos têm retorno real pela dedicação, competindo em campeonatos totalmente gratuitos, com premiação concreta, visibilidade contínua e tratamento esportivo compatível com o automobilismo real. Cada corrida é transmissão, cada etapa é narrativa, e cada piloto é apresentado como atleta.
Para quem subiu ao pódio, para quem brigou no pelotão ou para quem construiu sua corrida no detalhe, a Etapa 1 deixou algo claro: estar na Super GT Brasil já é, por si só, um marco esportivo. Não apenas pelo resultado, mas pelo palco onde ele acontece.




