Home Novidades Super Porsche Cup 2025 — Etapa 3: João Fanin da equipe BROT, perfeição estratégica, de Oitavo ao Alto do Pódio

Super Porsche Cup 2025 — Etapa 3: João Fanin da equipe BROT, perfeição estratégica, de Oitavo ao Alto do Pódio

por Flavio Bode
Com gestão perfeita da corrida João Fanin da equipe BROT crava a primeira vitória no campeonato

A terceira etapa da Super Porsche Cup 2025 levou a Divisão C ao Circuit de Barcelona-Catalunya e, dessa vez, não foi só mais uma corrida: foi aquela prova que “vira a chave”. A pressão subiu, o grid veio mais entendido de estratégia, e a sensação de campeonato de verdade ficou ainda mais clara — porque aqui na Super GT Brasil não é corrida solta: é disputa com processo, regra, transmissão, torcida e visibilidade.

Equipe Firewolf em peso na largada na perseguição ao Okamisx da JGP

E tem um detalhe que muda a leitura do campeonato: até a Etapa 2, o João Lucas Fanin não era o nome “dominante” do roteiro. Ele vinha presente, consistente, brigando no pelotão… mas ainda sem aquele brilho de “ponta absoluta”. Em Barcelona, isso mudou. E mudou do jeito certo: na base da gestão de corrida.


Onde a corrida começou a ser decidida

Barcelona deixou claro um ponto: quem entende pneus e combustível, ganha tempo sem precisar “forçar milagre”. A transmissão reforçou isso o tempo todo — e o grid sentiu na pele.

Rodrigo Ferreira da FV46 perseguindo Tony da Firewolf

Alguns elementos que definiram a etapa:

  • Qualificação quente e com variação de handicap: tempos fortes e grid apertado.
  • Pneus e obrigação de largada: a lógica do “pode usar médio, mas é obrigado a largar de duro” criou leitura estratégica desde a largada.
  • Penalidades mudando o jogo: o João Okamisx (JGP/OKAMISX) chegou a sofrer penal no início, o que mexeu diretamente na briga da frente.
  • Paradas no momento certo: a janela de boxes apareceu como divisor entre “sobreviver” e “brigar por vitória”.

A largada e as primeiras voltas

O começo teve a cara de Barcelona: muita disputa sem espaço, carro colado, e aquela tensão de quem sabe que qualquer 0,5s de penal vira um inferno pra recuperar.

O Okamisx largou como referência na ponta e rapidamente foi pressionado por Felipe Vinícius e Harlon, enquanto o pelotão atrás já buscava encaixar posição sem se comprometer. A corrida se organizou em blocos, mas ninguém “sumiu” — era aquele tipo de prova em que você sente que qualquer erro te joga no meio do caos.


O momento-chave: estratégia e cabeça fria

João Fanin da Equipe BROT (Brasil Oficial Team) realizando ultrapassagem em Bruce Miekusz da Equipe HammerTime

A corrida virou quando as paradas começaram a aparecer e a conta do combustível entrou no radar. A leitura da transmissão foi precisa: quem preservou e planejou, passou a colher.

E foi aqui que o Fanin cresceu:

  • Ele não precisou ser o “mais agressivo” o tempo todo.
  • Ele foi o mais clínico quando importava.
  • Quando o Okamisx precisou ir aos boxes, o Fanin assumiu a liderança e passou a administrar a corrida como quem já estava “com a prova na mão”.

A fala do próprio Fanin depois da bandeirada resume bem: ele disse que imaginava algo como P4/P5, mas a estratégia encaixou e ele guardou combustível o suficiente para manter a vantagem no final.


Resultado da Etapa 3 — Divisão C (Barcelona)

P1 — João Lucas Fanin (BROT) — Vitória
P2 — Bruce Lopes Miekusz de Vasconcellos (Hummertime)
P3 — Antonio Carlos Palopoli Neto (Firewolf)
P4 — João Vitor Fernandes (JGP/OKAMISX)
P5 — Felipe Vinícius Araújo (Firewolf)
P6 — Antonio Irineu “Tony Filho” (Firewolf)
P7 — Rodrigo Rodrigues Ferreira (FV46)
P8 — Eduardo “CØSMIC” (Firewolf)
P9 — Harlon Henrick Rodrigues Prezilius (em transição para Firewolf)
P10 — Carlos Eduardo “CarloSenna” (Firewolf)

💡 Ponto de narrativa: foi um pódio com três equipes diferentes (BROT, Hummertime e Firewolf), do jeito que campeonato bom tem que ser: diversidade na ponta e disputa real.


O que essa etapa diz sobre o campeonato

Barcelona deixou um recado para a Divisão C: agora o campeonato entrou naquela fase em que não dá mais pra “participar” — tem que competir.
E isso é exatamente o que a Super GT Brasil entrega: um ambiente que força o piloto a evoluir, porque tem regra, tem vitrine, tem cobrança e tem público.

E sim: isso muda a vida do piloto no virtual. Porque correndo aqui, o piloto não está só “fazendo corrida avulsa”. Ele está em campeonato de verdade: com visibilidade, pressão competitiva e reconhecimento nas redes.


Pontuação acumulada (Etapas 1–3) — Divisão C

Soma baseada na tabela que você me passou (Etapa 1 + Etapa 2 + Etapa 3):

  • Bruce (HTL_Bruce): 19 + 17 + 14 = 50
  • João Fanin (J.fanin): 15 + 13 + 17 = 45
  • Antonio Carlos (A. Carlos): 5 + 16 + 13 = 34
  • Okamisx (JGP/OKAMISX): 8 + 9 + 13 = 30
  • Eduardo CØSMIC (FRW_CØSMIC): 13 + 5 + 7 = 25
  • Tony Filho (Firewolf): 10 + 4 + 9 = 23
  • CarloSenna: 7 + 12 + 5 = 24
  • Harlon: 9 + 6 + 6 = 21
  • Rodrigo (Fv46_digo): 11 + 7 + 8 = 26
  • Eduardo Augusto (E.Augusto): 0 + 10 + 0 = 10
  • Felipe V: 0 + 0 + 10 = 10
  • John_delmutti: 6 + 8 + 0 = 14

📌 Repare como isso conversa com o roteiro: ainda existe liderança e consistência do Bruce, mas a Etapa 3 acende a luz do Fanin — e é exatamente essa “construção de campeonato” que deixa a temporada forte.


Próxima parada: Nürburgring GP (Etapa 4)

Se Barcelona foi técnica e estratégica, Nürburgring tende a ser sobre disciplina e punição por erro. E aí, o campeonato costuma separar quem está preparado de quem só estava “no embalo”.

Deixe um comentário

Você também pode gostar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência online. Ao continuar, você estará ciente do uso de cookies e aceitando a nossa Política de Cookies Aceitar Saiba mais