
A terceira etapa da Super Porsche Cup 2025 levou a Divisão C ao Circuit de Barcelona-Catalunya e, dessa vez, não foi só mais uma corrida: foi aquela prova que “vira a chave”. A pressão subiu, o grid veio mais entendido de estratégia, e a sensação de campeonato de verdade ficou ainda mais clara — porque aqui na Super GT Brasil não é corrida solta: é disputa com processo, regra, transmissão, torcida e visibilidade.

E tem um detalhe que muda a leitura do campeonato: até a Etapa 2, o João Lucas Fanin não era o nome “dominante” do roteiro. Ele vinha presente, consistente, brigando no pelotão… mas ainda sem aquele brilho de “ponta absoluta”. Em Barcelona, isso mudou. E mudou do jeito certo: na base da gestão de corrida.
Onde a corrida começou a ser decidida
Barcelona deixou claro um ponto: quem entende pneus e combustível, ganha tempo sem precisar “forçar milagre”. A transmissão reforçou isso o tempo todo — e o grid sentiu na pele.

Alguns elementos que definiram a etapa:
- Qualificação quente e com variação de handicap: tempos fortes e grid apertado.
- Pneus e obrigação de largada: a lógica do “pode usar médio, mas é obrigado a largar de duro” criou leitura estratégica desde a largada.
- Penalidades mudando o jogo: o João Okamisx (JGP/OKAMISX) chegou a sofrer penal no início, o que mexeu diretamente na briga da frente.
- Paradas no momento certo: a janela de boxes apareceu como divisor entre “sobreviver” e “brigar por vitória”.
A largada e as primeiras voltas
O começo teve a cara de Barcelona: muita disputa sem espaço, carro colado, e aquela tensão de quem sabe que qualquer 0,5s de penal vira um inferno pra recuperar.

O Okamisx largou como referência na ponta e rapidamente foi pressionado por Felipe Vinícius e Harlon, enquanto o pelotão atrás já buscava encaixar posição sem se comprometer. A corrida se organizou em blocos, mas ninguém “sumiu” — era aquele tipo de prova em que você sente que qualquer erro te joga no meio do caos.
O momento-chave: estratégia e cabeça fria

A corrida virou quando as paradas começaram a aparecer e a conta do combustível entrou no radar. A leitura da transmissão foi precisa: quem preservou e planejou, passou a colher.
E foi aqui que o Fanin cresceu:
- Ele não precisou ser o “mais agressivo” o tempo todo.
- Ele foi o mais clínico quando importava.
- Quando o Okamisx precisou ir aos boxes, o Fanin assumiu a liderança e passou a administrar a corrida como quem já estava “com a prova na mão”.
A fala do próprio Fanin depois da bandeirada resume bem: ele disse que imaginava algo como P4/P5, mas a estratégia encaixou e ele guardou combustível o suficiente para manter a vantagem no final.
Resultado da Etapa 3 — Divisão C (Barcelona)
P1 — João Lucas Fanin (BROT) — Vitória
P2 — Bruce Lopes Miekusz de Vasconcellos (Hummertime)
P3 — Antonio Carlos Palopoli Neto (Firewolf)
P4 — João Vitor Fernandes (JGP/OKAMISX)
P5 — Felipe Vinícius Araújo (Firewolf)
P6 — Antonio Irineu “Tony Filho” (Firewolf)
P7 — Rodrigo Rodrigues Ferreira (FV46)
P8 — Eduardo “CØSMIC” (Firewolf)
P9 — Harlon Henrick Rodrigues Prezilius (em transição para Firewolf)
P10 — Carlos Eduardo “CarloSenna” (Firewolf)
💡 Ponto de narrativa: foi um pódio com três equipes diferentes (BROT, Hummertime e Firewolf), do jeito que campeonato bom tem que ser: diversidade na ponta e disputa real.
O que essa etapa diz sobre o campeonato
Barcelona deixou um recado para a Divisão C: agora o campeonato entrou naquela fase em que não dá mais pra “participar” — tem que competir.
E isso é exatamente o que a Super GT Brasil entrega: um ambiente que força o piloto a evoluir, porque tem regra, tem vitrine, tem cobrança e tem público.
E sim: isso muda a vida do piloto no virtual. Porque correndo aqui, o piloto não está só “fazendo corrida avulsa”. Ele está em campeonato de verdade: com visibilidade, pressão competitiva e reconhecimento nas redes.
Pontuação acumulada (Etapas 1–3) — Divisão C
Soma baseada na tabela que você me passou (Etapa 1 + Etapa 2 + Etapa 3):
- Bruce (HTL_Bruce): 19 + 17 + 14 = 50
- João Fanin (J.fanin): 15 + 13 + 17 = 45
- Antonio Carlos (A. Carlos): 5 + 16 + 13 = 34
- Okamisx (JGP/OKAMISX): 8 + 9 + 13 = 30
- Eduardo CØSMIC (FRW_CØSMIC): 13 + 5 + 7 = 25
- Tony Filho (Firewolf): 10 + 4 + 9 = 23
- CarloSenna: 7 + 12 + 5 = 24
- Harlon: 9 + 6 + 6 = 21
- Rodrigo (Fv46_digo): 11 + 7 + 8 = 26
- Eduardo Augusto (E.Augusto): 0 + 10 + 0 = 10
- Felipe V: 0 + 0 + 10 = 10
- John_delmutti: 6 + 8 + 0 = 14
📌 Repare como isso conversa com o roteiro: ainda existe liderança e consistência do Bruce, mas a Etapa 3 acende a luz do Fanin — e é exatamente essa “construção de campeonato” que deixa a temporada forte.
Próxima parada: Nürburgring GP (Etapa 4)
Se Barcelona foi técnica e estratégica, Nürburgring tende a ser sobre disciplina e punição por erro. E aí, o campeonato costuma separar quem está preparado de quem só estava “no embalo”.




